terça-feira, 26 de junho de 2012

MADAGASCAR 3: MISSÃO RETORNO

“Madagascar 3: Os Procurados”

As franquias cinematográficas representam o âmago do comércio de gêneros. E não se diga que é um fenômeno norte-americano. Os japoneses, por exemplo, chegaram a produzir vários “episódios” de alguns de seus sucessos de bilheteria. Mas é na grande indústria de Hollywood que se multiplicam sequencias de filmes bem recebidos pelas plateias mundiais. Alguns exemplos: ”O Poderoso Chefão”,“Rocky um Lutador”, “Indiana Jones”, “Matrix”, “Alien”, e até animações como“Toy Story”.
“Madagascar 3: Os Procurados”(Madagascar 3-Europe’s Moss Wanted/EUA<2012) é mais uma aventura de animais que um dia fugiram do zoológico de Nova York para conhecer sua terra natal e passaram por aventuras que para eles não é possivel chamar de divertidas (foram, sim, para as plateias). Os desenhos da equipe do estúdio DreamWorks ganharam corpo num longa metragem de 2005 escrito por Martin Burton, Billy Frolick, Eric Darnell e Tom McGrath, com direção dos dois últimos. Ninguém esqueceu a música de Hans Zimmer e os pândegos e malvados pinguins. Pois essa trupe retornou em um filme de 2008 e agora ressurgem em uma terceira aventura conservando os diretores.

O que é esperado, geralmente, é um gradativo enfraquecimento da qualidade dos produtos que se apegam à repetição de histórias. Mas há exceções. “O Poderoso Chefão 2” complementou o primeiro, “Toy Story 3” foi melhor do que o segundo, a última etapa de“O Senhor dos Anéis”foi campeã de Oscar (11 ao todo).
“Madagascar 3” está na faixa da exceção. Aqui os amigos Alex, Marty, Melman e Gloria tentam desesperadamente retornar aos EUA. Mas acabam em lugares turísticos da Europa. A iniciar com a chegada a um cassino em Monte Carlo. Ali, explicitamente, desarrumam quando se mostram a grã-finos jogadores. Um milionário com uma roupa que se assemelha a uma ave ganha a preferência dos visitantes leão, zebra, girafa e hipopótamo. E o escândalo que provocam é medido pelo susto de se ver um leão, por exemplo, em uma casa de jogo.

Mas os heróis animais saem correndo (de carro com a zebra dirigindo) e vão bater em um circo italiano. Lá é que as maiores peripécias tem lugar. Se é comum em circo animais dentro de jaulas, domados por homens, aqui são animais espalhados pela arena e até pela platéia, substituindo equilibristas e palhaços. O problema é a guarda Chantel DuBois que os segue com a ferocidade do Inspetor Javert (personagem de “Os Miseráveis” de Victor Hugo).
O cenário europeu chega ao filme com mais aprumo do que se viu antes na África, ou mais precisamente, na pátria dos bichos do zoo novaiorquino. E os pinguins permanecem fazendo das suas, embora, desta vez, não sejam propriamente os vilões.

O filme é bastante divertido. E não deixa ponto final nas aventuras da bicharada. O retorno à America ainda pode gerar outra história. E a julgar pelo sucesso popular que este “Madagascar 3” obteve (por 3 semanas em primeiro lugar nas bilheterias norteamericanas), um “numero 4” pode ser esperado. Quem sabe a chegada dos amigos no lugar de onde fugiram pensando em melhores dias. Seria um modo de louvar o tratamento que se dá aos “hóspedes” dos zoológicos norte-americanos. Muito mais eficiente do que o que se viu na comédia ridícula que andou por aqui ano passado “Zelador de Animal”(Zookeeper/EUA 2011) de Frank Coraci.
REGISTRO

Lamentamos o falecimento de um grande intelectual paraense, Prof. Roberto Santos, com uma passagem brilhante pelo meio universitário e na pesquisa sobre a Amazônia, que lhe valeu o livro “História Econômica da Amazônia” (1800/1920). São Paulo: T.A. Queiroz, 1980, 358p, clássico da literatura sobre a região e obra citada nos mais variados trabalhos sobre o assunto e cenário para outros tantos. Foi um dos criadores do IDESP que deu muitos assuntos sobre o Pará, ao lado do prof. Amilcar Tupiassu e Roberto de Oliveira. Uma perda irreparável. Minhas condolências à familia.


2 comentários:

  1. Alex Barata da Silva28 de junho de 2012 15:03

    Vi Madagascar e aachei bastante divertido

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  2. É isso, Alex, se o filme cai bem, por que não gostar? Não sou radical, mas também não consigo ver falta de criatividade.

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