segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CAPITÃO AMÉRICA

















O personagem criado por Joe Simon e Jack Kirby surgiu nos quadrinhos em março de 1941 como um combatente contra os planos ditatórias da Alemanha de Hitler. Os EUA entrariam na 2ª. Guerra Mundial (1939-1945) em dezembro desse ano (1941). Quer dizer: o herói apareceu quando a guerra ainda estava limitada aos europeus. E assim como Chaplin satirizou Hitler e Mussolini, o ditador italiano, no seu primeiro filme inteiramente falado, “O Grande Ditador”(1940), os desenhos foram precoces no seu quartel de defesa contra o nazi-fascismo.
Capitão América, um super-soldado, respondia como resultado de uma experiência físico-química efetuada no raquítico Steve Rogers, um rapaz que desejava ser convocado para servir nas forças armadas de seu país, mesmo tendo sido reprovado no exame de seleção. Steve conseguira entrar para um aprendizado militar por ter sensibilizado um instrutor, embora, na verdade, ele fosse considerado o tipo ideal para o experimento do cientista que enfim lhe deu o corpo de atleta.
Durante o período da guerra, o tipo se transformou em herói, vestindo-se com a bandeira e norte-americana, lutando contra inimigos alemães (principalmente) e só “descansou” quando foi assinado o armistício (em 1945). No cinema gerou um seriado em 1944 e 7 filmes ou series de TV. E adentrou nos gibis. A história passaria para o domínio da Marvel Comics e os autores explicaram que o Capitão America havia sido hibernado, caído em um avião experimental no gelo dos Alpes. A ressurreição veio em 1964 junto a vários “colegas” super-heróis conhecidos como “Vingadores”. Na revista “Tale of Suspense” o tipo passou a dividir espaço com o Homem de Ferro. E como este companheiro fez sucesso no cinema deste novo século, nada mais natural do que o então herói norte-americano por excelência surgisse também em um filme de alto custo, longo e tridimensional.
“Capitão America, o Primeiro Vingador” (Capitain America,The First Avenger/EUA,2011) , com direção de Joe Johnston e roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, é mais um blockbuster inspirado nos quadrinhos. E vai às origens do personagem. Conta como ele surgiu, como lutou contra os nazistas, e como ficou preso no gelo por 70 anos. Os criadores da idéia pesaram as possibilidades comerciais da empreitada e ganharam com o isso. Já está em produção uma seqüência, tratando do Capitão America no mundo atual. O final deste nvo filme que está em cartaz e dá impulso para essa continuação.
Em termos de temática, dois fatos: o individualismo do herói, acima da corporação militar onde labuta e a necessidade de uma volta quando o inimigo pode ser bem diferente. Com os EUA atravessando uma crise econômica, um apelo patriótico é como um tônico. Depois há o novo vilão, o terrorismo. É possivel apostar que no filme a seguir quem vai enfrentar o mocinho extremamente americano é um aluno de Bin Laden.
Interessante observar que os quadrinhos optam sempre pela patente de capitão para seus tipos mais evidentes. E se exibem essa patente, quando podiam ser nomeados em categorias como a de major, coronel ou general, não obedecem a ordem unida dos quartéis. Esta independência militar pode ser entendida por rebeldia. Mas o que importa é que se trata de ídolos (Capitães America, Capitão Marvel etc). Como os gregos antigos que tinham os seus Hércules. Teseu e tantos outros. Os novos heróis formam uma mitologia apoiada na ficção-cientifica. E quem manipula as tramas sabe do valor que, especialmente a juventude dá aos tipos e enredos.
Como cinema nada a observar além de um artesanato competente em produto comercial. E que aproveita a tecnologia de projeção 3D para seqüências de efeito como o escudo jogado “para quem está na platéia” ou bolas de fogo que saem dos limites do quadro. Isso, naturalmente, é para dourar a pílula. O tema e o tipo, a partir de sua origem, merecem um estudo critico. As relações internacionais com certeza.

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